Boletim COP30 Brasil #29 - Segurança na COP30 seguirá modelo de grandes eventos internacionais sediados no Brasil
Forças de segurança usarão na COP30 modelo aplicado da Copa do Mundo, Olimpíadas e G20, com agentes protegendo líderes mundiais e a população em Belém. Operação inclui cibersegurança, controle aéreo e fluvial, garantindo segurança integrada. Ouça a reportagem e saiba mais.

Reportagem Leandro Molina / COP30
Repórter: Com a expectativa de receber mais de 140 chefes de Estado e milhares de representantes de quase todos os países do mundo, a segurança da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, prevista para novembro deste ano, em Belém (PA), é considerada prioridade absoluta pelo governo brasileiro. De acordo com Pedro Pontual Machado, secretário-executivo adjunto da Casa Civil da Presidência da República, os preparativos para a segurança seguem avançando em um modelo de integração já usado em eventos internacionais sediados no Brasil.
Pedro Pontual Machado: A gente sediou a Copa do Mundo, a gente sediou os Jogos Olímpicos em 2016, foi presidência do G20 ano passado, estamos na presidência do BRICS. A segurança precisa ser integrada. São muitos os órgãos que trabalham e que têm competências complementares, incluindo a divisão de competências características da nossa federação. Então, além de ter os órgãos federais, temos os órgãos estaduais e municipais, cada qual com competências distintas, todas complementares.
Repórter: Em relação ao efetivo de segurança, Pontual fez um paralelo com a recente presidência brasileira do G20, que mobilizou cerca de 20 mil agentes. A geografia e as características naturais de Belém também impõem desafios específicos ao planejamento de segurança. A cidade é cortada por rios e igarapés, e grande parte da sua dinâmica urbana envolve transporte fluvial. O secretário-executivo adjunto da Casa Civil sublinha o alto nível de profissionalismo das forças de segurança brasileiras envolvidas no planejamento.
Pedro Pontual Machado: É um zelo muito grande, um grau de profissionalismo de entender exatamente o que discutir, quais pontos.
Repórter: Responsável por conduzir todas as operações da COP30, a diretora de operações Nilza de Oliveira explica os desafios e avanços na preparação para a segurança, mobilidade e infraestrutura.
Nilza de Oliveira: Todos os órgãos de segurança estão envolvidos, a matriz está pronta. A gente começa agora um planejamento de fazer o tático operacional. A gente vai agora começar com oficinas para ajustar isso para os táticos operacionais saírem. E mais do que isso, que ele seja articulado entre todas as forças.
Repórter: A mobilidade e o impacto do evento na rotina de Belém também foram estudados. O objetivo é manter o funcionamento básico da cidade, como explica Nilza de Oliveira.
Nilza de Oliveira: Então, por exemplo, a gente quer trabalhar com hub de ônibus para os delegados da COP. As pessoas vão ter direito a entrar no transporte público? Vão! E outra, nós temos atendimento, nós vamos ter dois navios em Outeiro, então, você precisa também construir essa possibilidade. Tudo isso está sendo construído e pensado.
Repórter: À frente da coordenação da área de segurança e saúde do evento está o gerente de projeto da Secretaria Extraordinária da Casa Civil para a COP30, Daniel Joseph Lerner. Ele diz que não se trata apenas de proteger os chefes de Estado e os representantes das Nações Unidas, mas também de garantir a segurança dos milhares de delegados responsáveis pelas negociações climáticas e de toda a cidade de Belém.
Daniel Joseph Lerner: A nossa preocupação vai ser que não haja essa aparência de um estado excepcional de segurança, mas pelo contrário, que haja esse clima de acolhimento e de liberdade, que é o espírito da COP e é um dos motivos da COP ser realizada em Belém.
Repórter: A segurança da COP30 está sendo desenhada para garantir que o evento ocorra de forma tranquila, democrática e eficiente, consolidando a imagem do Brasil como referência em organização de grandes conferências internacionais.

