Boletim COP30 Brasil #89 - CEO diz que a COP30 deve ser vista como um processo contínuo de mobilização climática
No Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças do Clima, Ana Toni alerta que a crise do clima afeta a economia, as cidades e a agricultura. Ela destaca que conscientização, mudanças de comportamento e participação política são fundamentais para fortalecer a agenda da COP30.

Reportagem: Leandro Molina / COP30
Repórter: Em mensagem divulgada no Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças do Clima, celebrado em 16 de março, a diretora-executiva da COP30, Ana Toni, destaca a importância da conscientização sobre os impactos da crise do clima no cotidiano das pessoas.
Ela cita exemplos recentes, como os desastres registrados no Rio Grande do Sul e em Juiz de Fora, para ilustrar como as alterações do clima afetam cidades, atividades econômicas e a agricultura.
Ana Toni: Tá mudando, no nosso dia a dia, as nossas cidades, a agricultura, e por isso a gente precisa se adaptar. E ter essa consciência é muito importante. Mas também ter essa consciência mostra que a gente também tem que mudar o jeito que a gente fazia ou faz as coisas.
Repórter: Entre as alternativas mencionadas estão escolhas de consumo mais sustentáveis, como a adoção de veículos híbridos ou elétricos, a compra de produtos provenientes da agricultura sustentável e o apoio a iniciativas de reflorestamento
Ana Toni: A gente pode fazer muito mais como consumidor. Tudo isso mostra que a nossa consciência sobre a mudança do clima está mudando, e ela está mudando naturalmente. Porque a gente já entendeu que o tema da mudança do clima não é só um tema ambiental, ele é um tema econômico e é um tema também político.
Repórter: De acordo com a diretora-executiva, a COP30 avança agora para uma nova fase de implementação, com um plano de trabalho para 2026 voltado à execução de compromissos assumidos durante o encontro.
Ana Toni: Primeiro, construir um mapa do caminho internacional sobre como a gente vai se afastar dos combustíveis fósseis. O segundo é o mapa de caminho para o combate ao desmatamento e a reversão para a gente ter mais cobertura florestal. O terceiro é como que a gente financia tudo isso. Nós fizemos um mapa de caminho para concentrar 1,3 trilhão de dólares vindo para os países em desenvolvimento e os temas de adaptação serão fundamentais para a gente, assim como um acelerador que saiu da decisão ‘mutirão’ e todos eles fortalecendo a agenda de ação e a implementação.
Repórter: A executiva também ressaltou que os impactos da crise do clima atingem diferentes grupos sociais de maneiras distintas.
Ana Toni: O jeito que as mulheres são impactadas e podem contribuir, os agricultores, as populações negras, as populações indígenas, as pessoas que vivem nas cidades versus o rural. Essa conscientização e as soluções para essa adaptação têm que ser muito olhando para cada uma dessas populações e para a diversidade de soluções que cada uma delas trazem para a gente.
Repórter: O chamado à mobilização social reflete o espírito do “Mutirão Global” apresentado pelo presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, para envolver governos, setor privado e sociedade para manter o compromisso internacional de limitar o aquecimento global a 1,5 °C — meta central do Acordo de Paris.
Emissoras de rádio do Brasil e do mundo podem baixar e reproduzir gratuitamente os boletins da COP30
