BOLETIM DE RÁDIO COP30 BRASIL

Boletim COP30 Brasil #46 - Saúde e Clima: O papel da ATACH na integração de políticas públicas e NDCs

Os desafios para ampliar o financiamento para combater doenças causadas por questões climáticas foram pauta central do segundo dia de debates da 5ª Conferência Global sobre Saúde e Clima, em Brasília (DF). Ouça a reportagem e saiba mais.

Integração da saúde nas Contribuições Nacionais Determinadas foi pauta do segundo dia da Conferência Global de Clima e Saúde de 2025 - Foto: Zeca Miranda / SVSA/MS
Integração da saúde nas Contribuições Nacionais Determinadas foi pauta do segundo dia da Conferência Global de Clima e Saúde de 2025 - Foto: Zeca Miranda / SVSA/MS


Reportagem: Leandro Molina / COP30 Brasil

Repórter: A mudança do clima, com o aumento de eventos extremos, como calor, enchentes e secas prolongadas, está associada ao aumento da ocorrência de diversos tipos de doenças, tanto infecciosas quanto não infecciosas. Diante desse cenário, a Aliança para Transformar a Arquitetura da Cooperação em Saúde (ATACH) surge como uma ferramenta essencial para monitorar e implementar ações que integrem saúde e clima nos Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) e nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) dos países. 

Elena Villalobos Prats, coordenadora da ATACH pela Organização Mundial da Saúde (OMS), destacou a importância de manter a saúde como prioridade nas conferências do clima. Ela conta que a Aliança reúne 95 nações e mais de 90 parceiros para apoiar a implementação de sistemas de saúde resilientes e de baixo carbono.

Elena Villalobos Prats: A gente tem muita expectativa na COP30. As pessoas que trabalham na OMS, como eu e também no setor de saúde, estamos convencidas que a saúde é realmente o argumento que vai facilitar uma maior ambição para reduzir as emissões dos países, para avançar no tema de adaptação. 

Repórter: A integração entre saúde e clima também foi destacada pelo Dr. Antonio Lampalavo, Ministro da Saúde de Fiji, que chamou atenção para os desafios enfrentados por nações vulneráveis.

Antonio Lampalavo: As questões de saúde discutidas nesta Conferência em Brasília são muito importantes em termos de preparação para a COP30. Em Fiji, as doenças relacionadas ao clima estão aumentando. Precisamos construir resiliência, traduzir estratégias em ações e antecipar crises sanitárias. 

Repórter: Da mesma forma, Falko Drews, assessor científico do Ministério da Saúde da Alemanha, destacou o papel da Aliança da Cooperação em Saúde na coordenação de esforços internacionais.

Falko Drews: Se você tem metas nacionais para as NDCs, precisa aproveitar todas as oportunidades para reduzir essa pegada de carbono. Portanto, todo esforço é válido. Cada país tem sua realidade, mas plataformas como essa são essenciais para alinhar visões e abordagens. 

Repórter: Os relatos de diferentes regiões mostram que os desafios são comuns, mas as soluções exigem cooperação. Com Belém no horizonte, a expectativa é que a COP30 marque um novo patamar na incorporação da saúde nas Contribuições Nacionalmente Determinadas, atendendo uma demanda de promover uma governança global mais justa, coordenada e eficiente.


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