comunicação pública

Governo do Brasil reafirma compromisso com a defesa dos direitos humanos e proteção da Amazônia

Em Brasília, solenidade do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira reúne ministérios e organismos internacionais para homenagear legado de defensores da floresta

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Governo do Brasil reafirmou o compromisso do Estado brasileiro para o enfrentamento à desinformação e à proteção da Amazônia e de seus povos. O ato ocorreu, no Palácio Itamaraty, em Brasília, durante a solenidade de entrega de prêmios do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais. 

A cerimônia também homenageou o legado do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, que foram assassinados em 2022 no Vale do Javari (AM). O concurso visa transformar a memória de suas trajetórias em fomento para quem atua no enfrentamento à desinformação e na proteção da Amazônia e de seus povos. A abertura foi marcada pela execução do Hino Nacional Brasileiro em língua indígena Tikuna, interpretado pela artista e jornalista Djuena Tikuna.

O evento reuniu autoridades do governo Federal, representantes de organismos internacionais e lideranças da sociedade civil. A atividade é parte das ações construídas em diálogo entre o Estado brasileiro, os peticionários, os beneficiários e organismos internacionais no âmbito das Medidas Cautelares 449-22 da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

O papel transformador do jornalismo de campo também foi defendido pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), Sidônio Palmeira. Ele enfatizou que a iniciativa reflete uma busca por justiça e memória. "A Secom tem trabalhado para a construção de um concurso que valorize o jornalismo e a liberdade de expressão. Na verdade, é um momento e uma manifestação de questionamento, de indignação por tudo o que aconteceu com Bruno e Dom, que lutaram na defesa do meio ambiente e das terras amazônicas."

HOMENAGEM ÀS FAMÍLIAS — A solenidade reservou um momento de homenagem em reconhecimento à memória e ao respeito às famílias de Bruno Pereira e Dom Phillips. Foram convidadas ao palco a Fundadora e Diretora-Presidente do Instituto Dom Phillips, Alessandra Sampaio, representando os familiares do jornalista, e a Diretora de Povos Isolados e de Recente Contato do Ministério dos Povos Indígenas, Beatriz Matos, representando os familiares do indigenista. 

Ao receber a honraria, Alessandra Sampaio destacou o impacto do concurso na continuidade do trabalho de documentação da região: “Os mais de 900 comunicadores inscritos no concurso representam a esperança de continuar mostrando a realidade e a potência da Amazônia em campo”.

Por sua vez, Beatriz Matos reforçou o verdadeiro significado da homenagem ao falar sobre o compromisso com a floresta: "Acredito que a verdadeira honra que a gente pode fazer ao trabalho do Bruno e à sua vida, e a tudo que ele fez, é a proteção aos povos indígenas isolados e de recente contato, sobretudo. É bonito ver que, realmente, a gente não está sozinha com as nossas dores."

Em um gesto de respeito, as autoridades presentes na mesa de abertura realizaram a entrega formal de flores e placas honoríficas às representantes antes dos pronunciamentos oficiais. Esse momento de memória dos homenageados foi encerrado com a exibição de um vídeo institucional focado na trajetória de Dom e Bruno, seguido por uma segunda apresentação musical da artista Djuena.

O CONCURSO  - O certame contou com mais de 900 inscrições efetivadas de diferentes regiões do Brasil. Desse total, foram selecionadas cinco para cada uma das seis categorias. A coordenação da iniciativa foi a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR), por meio da Secretaria de Políticas Digitais (SPDigi), em parceria com os ministérios dos Povos Indígenas (MPI), dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e das Relações Exteriores (MRE). A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apoiou o concurso. O financiamento contou com recursos do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

As organizações da sociedade civil também contribuíram com o concurso: União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA), Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Artigo 19 Brasil e América do Sul, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI), Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (OPI), Instituto Vladimir Herzog, Washington Brazil Office, Tornavoz e Instituto Dom Phillips.

Confira aqui as iniciativas vencedoras de acordo com as categorias.