COP30 aprofunda debate sobre Mapa do Caminho rumo a US$ 1,3 trilhão em reuniões no Banco Mundial
Presidência da COP30 participou das reuniões de primavera do Banco Mundial e do FMI, em Washington; fundos climáticos e MDBs discutem pela primeira vez como cooperar para acelerar o financiamento à adaptação

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, participou nesta semana das Reuniões de Primavera (Spring Meetings) do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, em Washington, nos Estados Unidos, para aprofundar o Mapa do Caminho de Baku a Belém rumo a US$ 1,3 trilhão e intensificar o debate sobre financiamento climático. O diplomata reforçou a necessidade de tratar a ação climática como um processo contínuo, escalável e que reforce a interdependência entre combate à mudança do clima e economia.
“O Mapa do Caminho de Baku a Belém rumo a US$1,3 trilhão pode dar uma grande contribuição, mesmo que externa à lógica negociadora, com potencial para abrir portas ainda inexploradas", disse Corrêa do Lago em encontro com representantes da sociedade civil.
Entre outras agendas, o presidente da COP30 participou da primeira reunião conjunta entre bancos multilaterais de desenvolvimento e fundos multilaterais climáticos, no Banco Mundial, para discutir como as instituições podem, coletivamente, contribuir para a meta acordada em Belém de triplicar o financiamento para adaptação até 2035. O encontro foi organizado pela Presidência da COP30 e pelo Fundo Verde para o Clima (GCF, na sigla em inglês).
André Corrêa do Lago participou ainda, com representantes turcos e australianos da Presidência da COP31, de painel sobre prioridades para a COP31 e como transformar ambição climática em resultados econômicos tangíveis. Temas abordados em outras sessões incluíram a implementação e o desenvolvimento de plataformas de país e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), iniciativa liderada pelo Brasil para compensar países tropicais pela conservação de suas florestas.
O diplomata teve ainda reuniões com o Grupo Independente de Especialistas de Alto Nível sobre Financiamento Climático, com economistas e representantes de bancos de desenvolvimento e do setor privado para discutir os próximos passos do Mapa do Caminho de Baku a Belém rumo a US$ 1,3 trilhão.
Apresentado em Belém pelas Presidências da COP29 e da COP30, em cumprimento à decisão aprovada em Baku, o Mapa do Caminho traz recomendações para alcançar, até 2035, a meta de financiamento climático. Na Decisão Mutirão da COP30, os países decidiram “avançar com urgência na adoção de medidas que permitam ampliar o financiamento para a ação climática nos países em desenvolvimento, a partir de todas as fontes públicas e privadas, para pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano até 2035”.
Com base em cinco frentes, os 5Rs — Recompor, Reequilibrar, Redirecionar, Reestruturar e Reformular —, o Mapa do Caminho é referência para a próxima etapa de implementação. Com base em contribuições de governos, instituições financeiras, especialistas e da sociedade civil, o trabalho em 2026 é estruturado em quatro pilares: (i) avançar na ação e no monitoramento do progresso; (ii) fortalecer as bases analíticas das fontes projetadas de financiamento; (iii) articular o financiamento climático às prioridades nacionais; e (iv) sustentar um amplo engajamento para mobilizar ações rumo à meta de US$ 1,3 trilhão.
O objetivo é traduzir as prioridades em medidas práticas que acelerem o financiamento climático para países em desenvolvimento, além de informar a COP31 com uma primeira atualização sobre o progresso rumo a US$ 1,3 trilhão.
