COP30 apresenta prioridades para avançar com o Mapa do caminho de Baku a Belém rumo a US$ 1,3 trilhão
A Presidência da COP30 avança para a próxima fase, voltada à implementação concreta, com apoio do Círculo de Ministros das Finanças, do Conselho de Economia, Finanças e Clima e de parceiros como IHLEG, CPI e WRI, entre outros

O Mapa do caminho de Baku a Belém rumo a US$ 1,3 trilhão foi apresentado em novembro de 2025 pelas Presidências da COP29 e da COP30, em cumprimento ao mandato acordado pelas Partes do Acordo de Paris. Na COP30, as Partes decidiram “avançar com urgência na adoção de medidas que permitam ampliar o financiamento para a ação climática nos países em desenvolvimento, a partir de todas as fontes públicas e privadas, para pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano até 2035”(Decisão Mutirão Global: unindo a humanidade em uma mobilização global contra a mudança do clima, parágrafo 48).
A publicação do Mapa do caminho BB1.3T representou um marco no esforço coletivo para alcançar esse objetivo e passa agora a servir como referência central para a próxima etapa de implementação.
Com o início da implementação do Mapa do caminho BB1.3T, e com base em contribuições de governos, instituições financeiras, especialistas e da sociedade civil, a Presidência da COP30 estrutura seu trabalho em 2026 em torno de quatro pilares mutuamente complementares: (i) avançar na ação e no monitoramento do progresso; (ii) fortalecer as bases analíticas das fontes projetadas de financiamento; (iii) articular o financiamento climático às prioridades nacionais; e (iv) sustentar um amplo engajamento para mobilizar ações rumo à meta de US$ 1,3 trilhão.
I. Avançando na implementação: Agenda para a Ação e Monitoramento
Uma prioridade central é apoiar o aprofundamento e a consolidação dos esforços já em curso para avançar a ação, ao mesmo tempo em que se acompanha o progresso das prioridades identificadas no Mapa do caminho de Baku a Belém rumo a US$ 1,3 trilhão.
Por meio da continuidade do Círculo de Ministros das Finanças da COP30, e em estreita colaboração com o Independent High-Level Expert Group on Climate Finance (IHLEG) e a Climate Policy Initiative (CPI), a Presidência da COP30 apoia o desenvolvimento de um arcabouço e de uma ferramenta de monitoramento para avaliar o progresso global na mobilização de financiamento climático rumo a US$ 1,3 trilhão.
Com base nos “5 Rs” do Mapa — Reabastecimento, Reequilíbrio, Redirecionamento, Reestruturação e Reformulação — e na agenda de ação subjacente, esse arcabouço oferecerá uma abordagem estruturada para monitorar como atores-chave, incluindo governos, instituições multilaterais e o setor privado, estão avançando em ações que, em conjunto, podem viabilizar o alcance da meta de US$ 1,3 trilhão. O arcabouço também ajudará a identificar fatores habilitadores de políticas e instituições, boas práticas emergentes, bem como lacunas e barreiras que ainda precisam ser superadas para acelerar a ampliação do financiamento climático.
Fortalecer a disponibilidade e a qualidade dos dados sobre financiamento climático também é essencial para apoiar uma implementação eficaz e a prestação de contas. Nesse sentido, a Presidência da COP30 apoia os esforços em curso para mapear o panorama de dados sobre financiamento climático e identificar medidas práticas para melhorar a disponibilidade, a qualidade, a comparabilidade e a interoperabilidade das informações utilizadas no acompanhamento do progresso rumo à meta de US$ 1,3 trilhão.
II. Um Salto Decisivo rumo a US$ 1,3 trilhão: Fortalecendo as Bases Analíticas das Fontes Projetadas de Financiamento
Cumprir a decisão de Belém de avançar com urgência na ampliação do financiamento rumo a US$ 1,3 trilhão requer uma compreensão mais clara de como diferentes fontes de financiamento podem, em conjunto, alcançar essa meta ao longo do tempo.
Para fortalecer a base analítica desse esforço, a Presidência da COP30 está mobilizando especialistas para aprofundar a compreensão das principais fontes de financiamento climático identificadas no Mapa do caminho de Baku a Belém rumo a US$ 1,3 trilhão. Esse trabalho contribuirá para esclarecer as intervenções de política pública e as trajetórias futuras, incluindo projeções quantitativas indicativas, necessárias para ampliar o financiamento a partir de fontes públicas e privadas, com base em análises já desenvolvidas por especialistas e instituições.
III. Conectando o Financiamento Climático às Prioridades Nacionais
As Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e os Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) são os principais instrumentos por meio dos quais os países comunicam seus esforços e prioridades na resposta global à mudança do clima. À medida que o regime climático avança para uma nova fase, centrada na implementação, será essencial fortalecer e coordenar a colaboração entre governos, instituições financeiras, reguladores, setor privado e sociedade civil.
Por meio de trabalho analítico, e com base nas frentes temáticas de ação do Mapa do caminho de Baku a Belém rumo a US$ 1,3 trilhão, a Presidência da COP30 contribui para o avanço de análises orientadas à implementação em setores, políticas e estratégias, com o objetivo de identificar estruturas de capital viáveis que respondam a objetivos específicos de NDCs e NAPs e reflitam a diversidade de contextos de financiamento nos países em desenvolvimento. Esse esforço busca dotar os países de instrumentos práticos para mobilizar e articular o financiamento às prioridades e realidades nacionais, respeitando plenamente a liderança dos países e apoiando a diversidade de trajetórias nacionalmente determinadas.
IV. Sustentando o Engajamento e a Mobilização
O amplo processo de engajamento, que gerou mais de 220 contribuições para a elaboração do Mapa do caminho de Baku a Belém rumo a US$ 1,3 trilhão, representou um ponto de partida importante. A fase de implementação deve se apoiar nesse impulso para ampliar o debate e contribuir para traduzir as prioridades do Mapa em ações concretas.
A Presidência continuará a apoiar esse processo por meio de uma série de iniciativas ao longo de momentos-chave dos calendários climático e financeiro. Entre eles, destacam-se as Semanas Regionais do Clima da UNFCCC, a 64ª sessão dos Órgãos Subsidiários da UNFCCC (SB64), as Reuniões de Primavera e Anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, além de outros importantes encontros nas áreas de clima e finanças ao longo do ano.
Em conjunto, esses quatro pilares contribuirão para traduzir as prioridades do Mapa em medidas práticas que acelerem a implementação do financiamento climático para países em desenvolvimento no terreno, ao mesmo tempo em que informarão a COP31 com uma primeira atualização sobre o progresso rumo à meta de US$ 1,3 trilhão.
A Presidência da COP30 dará continuidade a esse trabalho em estreita colaboração e diálogo com as Partes, a Presidência da COP29, as futuras presidências da COP, o secretariado da UNFCCC e o Comitê Permanente de Finanças, a equipe dos Campeões do Clima, além de uma ampla gama de organizações da sociedade civil e instituições de pesquisa, bem como fóruns e coalizões internacionais relevantes, assegurando a continuidade desse esforço.
